sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Perfume, a história de um assassino

Realizado em 2006, esta ótima co-produção alemã, francesa e espanhola, Perfume, a história de um assassino, dirigido por Tom Tykwer, baseado no livro homônimo de Patrick Suskind, acaba de ser lançado em dvd pela Paris Filmes. No elenco, destaque para Ben Whishaw que interpreta Jean Baptiste Grenouille, e ainda Dustin Hoffman (O Júri), como o perfumista, Giuseppe Baldini, e Alan Rickman (Duro de Matar).

O roteiro, escrito a seis mãos por Tykwer, Bernard Eichinger, também produtor do filme, e Andrew Birkin, é bastante fiel ao best-seller de Suskind. A trama se passa na França, século XVIII, onde Jean Baptiste Grenouille, logo ao nascer condena sua mãe a forca com o primeiro grito que dá. Em seguida o menino é levado para um orfanato, onde é quase sufocado em sua primeira noite entre os órfãos maiores.

Aos cinco anos, Jean Baptiste ainda não aprendeu a falar,mas sabe que um menino diferente dos outros. Com treze anos é vendido para o dono de um curtume. Mas a dona do orfanato não tem chance de gastar o dinheiro, pois acaba sendo degolada e roubada. A estimativa de vida no curtume é de cinco anos, mas Jean Baptista sobrevive. Um dia, ao ir para a cidade fazer uma entrega, passar a sentir odores diferentes dos habituais e conhece o perfumista Giuseppe Baldini, que decadente, há anos busca criar um novo perfume que traga de volta seus dias de glória. É então que seu destino se cruza com Grenouille, que graças ao seu talento, e em troca de ensinamentos, desenvolve fórmulas para o perfumista.

Baldini lhe ensina a antiga arte de extrair perfumes de óleos e ervas preciosas. Até que um dia ele sente um cheiro que o levará a um aterrorizante busca pelo perfume mais poderoso do mundo – feito da essência de jovens virgens que passa a assassinar, aterrorizando Paris. Ele, que é um gênio, se torna um monstro, um assassino que vive para detectar qualquer cheiro no planeta, mas ele próprio não exala nenhum odor. A busca de Jean Baptiste pelo perfume perfeito, e tão poderoso que poderia dominar todas as pessoas do mundo, o leva numa jornada de loucura, obsessão e morte.

Com um ótimo elenco de apoio e contando apenas com dois nomes conhecidos do grande público, Hoffman e Rickman, o diretor Tom Tykwer realizou um dos melhores filmes do ano passado, mas que passou quase despercebido nos cinemas (nunca foi exibido em Porto Velho) talvez graças à ambientação que retrata, de forma realista, uma Paris repleta de pessoas que se amontoam pelas ruas, das péssimas condições de higiene em que a população vivia, em pleno século XVIII.

O filme, inegavelmente tem qualidades - a caprichada reconstituição de época, ótimas interpretações, roteiro bem escrito, direção segura, que apesar da reverência ao livro, não apenas para exageros nas cenas de assassinato, quando tudo é mais sugerido que mostrado, assim como o erotismo que domina a história do começo ao fim, culminando na orgia no epílogo do filme.

Humberto Oliveira

Noel Rosa, multimídia setentão

Ninguém em tão pouco tempo de vida, produziu tanto e com tal talento. Poeta irretocável, melodista inspirado, cronista de costumes, sua obra é exemplo e inspiração para quem pretenda fazer música popular no Brasil.

Em comemoração aos seus 100 anos, a gravadora EMI, lançou em cd a coleção 10 polegadas, incluindo o disco onde estão as gravações do LP Polêmica gravado em 1956 com as interpretações de Roberto Paiva e Francisco Egídio. No LP estão Lenço no pescoço, Mocinho da Vila, Frankenstein da Vila, Conversa fiada e Terra de cego, de Wilson Batista, e Rapaz folgado, Palpite infeliz, Feitiço da Vila, e João Ninguém, de Noel, mas a última composição de Noel Rosa que encerrou a polêmica com o samba, Deixa de ser convencido.

Noel, o Poeta da Vila, é o título da cinebiografia do sambista Noel Rosa (1910 -1937) dirigida pelo cineasta Ricardo Van Steen, que levou cerca de dez anos para terminar o projeto do filme, mas a espera valeu a pena, o longa-metragem foi premiado na Mostra de Cinema de Tiradentes, Minas Gerais, que aconteceu em fevereiro deste ano.

O filme mostra o encontro de Noel, interpretado pelo ator Rafael Raposo, com o sambista Ismael Silva, que leva Noel para o morro onde é apresentado a turma do samba. Outras passagens importantes do filme, a polêmica musical entre Noel e Wilson Batista, e ainda o triângulo amoroso que Noel viveu com sua mulher, Lindaura, vivida pela atriz Lidiane Borges e sua grande paixão, a dançarina Ceci, interpretada por Camila Pitanga, para Ceci, Noel compôs o antológico Último desejo, e além dessa música, outras vinte e nove de Noel estão no filme, que teve orçamento de R$ 4,5 milhões. O diretor pretende lançar o filme em circuito nacional em maio, quando se comemora os 70 anos de morte do compositor.

Em 1991 foi lançado o songbook Noel, idealizado e produzido por Almir Chediak. O cd traz vinte e duas faixas como Três apitos, por Tom Jobim; Tarzan, o filho do alfaiate, com Djavan; Último desejo, interpretada por Gal Costa; Pela décima vez, na voz de Nelson Gonçalves. Chediak reuniu um time de primeira, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Jards Macalé, Chico Buarque, Ney Matogrosso, João Nogueira, Os Cariocas entre outros.

A coleção Noel pela primeira vez (2000), projeto idealizado por Omar Abu Chahla Jubran e lançado pela Funarte. São 229 gravações em versões originais reunidas em sete cds duplos, encarte com 160 páginas, fotos, registros discográficos em ordem cronológica.

No tempo de Noel Rosa, de Henrique Foréis Domingues, mais conhecido por Almirante, a maior patente do rádio. Editora Francisco Alves lançou a primeira edição do livro em 1963.

Em 1990, para comemorar os oitenta anos de nascimento de Noel Rosa, o historiador João Máximo e o músico, Carlos Didier, lançam a biografia definitiva de Noel Rosa, uma biografia, que 17 anos depois serviria de base para o filme Noel, Poeta da Vila.

Esta biografia levou sete anos para ser escrita, opta por contar a história de Noel Rosa, sua época, sua gente e sua obra, numa narrativa linear, cronológica e jornalista num total de 46 capítulos, abrangendo desde o período de 1834, contando as origens da família do compositor indo até 1937, ano da morte de Noel Rosa.

Em 2003 a editora Nova Alexandria lança a coleção Jovens sem fronteiras. Um dos títulos desta coleção ficou a cargo de Guca Domenico que escreveu O Jovem Noel Rosa, enfocando a fase dos quinze aos vinte anos da vida do Poeta da Vila, um relato fascinante sobre as privações da infância, dos conflitos da vida escolar, dos percalços da adolescência das tragédias familiares, da amizade com Cartola, Braguinha e Almirante e da vontade de seguir a carreira musical.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Chega ao fim jornada de Jason Bourne

Depois de amargar uma espera de duas semanas consegui locar o DVD do filme O Ultimato Bourne, longa metragem que encerra a trilogia Bourne inspirada no personagem criado pelo escritor Robert Ludlum. O longa metragem consagra definitivamente o diretor Paul Greengrass, o ator Matt Damon, protagonista dos três filmes, e a franquia que neste terceiro episódio revela as origens de Jason Bourne, sua verdadeira identidade e as conseqüências dessas descobertas para organização que o criou.

O competente Paul Greengrass, o mesmo dos ótimos, Domingo sangrento, Vôo United 93 e Supremacia Bourne, filme anterior da franquia, mais uma vez utiliza movimentos e anglos de câmera inusitados, câmera na mão e absolutamente nada de efeitos digitais nas cenas espetaculares de perseguição pelas ruas do Marrocos, Nova York, Paris e Londres, inclusive filmando nas estações de trens misturando os atores em meio à multidão imprimindo mais realismo às cenas.

O filme ganha muito graças à forma peculiar de filmar do cineasta inglês, um roteiro ágil e o desempenho cada vez melhor de Matt Demon. Por exemplo, as lutas continuam muito bem coreografadas. A câmera mostra nas seqüências de ação, closes de Demon para que o público saiba que é ele mesmo fazendo a cena e não um dublê. Claro que nas cenas mais perigosas como perseguições automobilísticas, batidas e capotagens, o diretor convoca os dublês.

O primeiro filme da trilogia, Identidade Bourne (2002), teve na direção Doug Liman (Sr e Sra Smith) que apesar do sucesso da produção perdeu o posto para o inglês Paul Greengrass, consagrado com uma indicação ao Oscar de direção ano passado pelo citado Vôo United 93, escalado para dirigir A Supremacia Bourne (2004) que também fez sucesso, garantindo um terceiro filme, este Ultimato Bourne com Greengrass assumindo mais uma vez a cadeira de diretor.

Ultimato Bourne encerra a trilogia, porém isso não significa que Jason Bourne não voltará um dia para enfrentar novos ou velhos inimigos. Os fãs aguardam ansiosos.

Os três filmes estão disponíveis em DVD. A título de curiosidade existe também disponível um telefilme produzido em 1988 intitulado Identidade Bourne primeira adaptação do livro de Robert Ludlum e protagonizado por ninguém menos que Richard Chamberlain, o padre Ralph da série Pássaros Feridos.
Humberto Oliveira
A volta do Cine Veneza

Há alguns meses o glorioso Cine Veneza fechou abruptamente suas portas nos pegando de surpresa e deixando milhares de cinéfilos abandonados. E da mesma forma que fechou, diga-se passagem para reformas e ampliação, sem aviso prévio, o Cine Veneza reabre para o público nesta sexta-feira (25).

O filme escolhido para a grande reabertura é o arrasa-quarteirão protagonizado pelo astro Will Smith – Eu sou a lenda – que estava em cartaz no Cine Rio. Acho uma pena que depois de tantos meses fechados a sala de exibição reabre com oferecendo ao público um filme que havia estreado semana passada. Uma pergunta fica no ar: por que não trazer um filme como A Lenda do tesouro perdido – O livro dos segredos com Nicholas Cage ou O Gângster, novo trabalho do diretor Ridley Scott?

O mais importante é que a partir de agora podemos seguir nossas vidas de novo, pois Cine Veneza está de volta como se em momento algum tivesse fechado. Pois é isso mesmo que parece. Ficamos pensando ou imaginando que faz apenas uma semana que outro filme acabou de sair de cartaz para dar lugar a Eu sou a lenda.

O que queremos dizer é que ficamos felizes com este retorno. Esperamos que tal fenômeno nunca mais ocorra para não nos sentirmos abandonados, órfãos ou até desprestigiados. Resta então apenas dizer – Seja bem vindo de volta Cine Veneza e que em 2008 possamos ter a oportunidade de assistir aos filmes do Oscar, vencedores ou não, a volta do velho e bom Indiana Jones em sua quarta aventura, o retorno do Cavaleiro das Trevas que desta vez enfrenta um novo Coringa e até mesmo que tenhamos a sorte de vibrar com o Homem de Ferro, O Incrível Hulk e muitos outros filmes que aguardamos ansiosos assim como aguardamos a reabertura deste cinema.

Boa diversão

Humberto Oliveira
Eu sou a lenda ou Eu sou o tédio

A primeira super produção a chegar a Porto Velho em 2008, Eu sou a lenda (I Am Legend, 2007) em cartaz desde a última sexta-feira (18) não me decepcionou. Não afirmo isso no bom sentido, muito pelo contrário. O longa metragem estrelado, literalmente, de ponta a ponta por Will Smith, impressionantemente contido, nada acrescenta as outras duas versões produzidas em 1964 e 1971, a não ser as impressionantes seqüências mostrando a devastação de Manhattan.

Na primeira cena do filme uma pequena participação da atriz Emma Thompson interpretando a médica Alice Krippin que está na televisão anunciando a descoberta de uma vacina capaz até de curar câncer. Três anos se passaram e vemos que algo deu errado. Ruas vazias tomadas pelo mato, prédios e carros abandonados. No meio da desolação apenas o tenente coronel e médico Robert Neville (Smith) único sobrevivente ao ataque mortal de um vírus chamado “Krippin” que dizimou a população. Nesta versão nova versão que custou mais de 150 milhões de dólares, ao contrário das anteriores, o Neville vivido por Will Smith não caça as pessoas infectadas que se transformaram em perigosas criaturas sedentas de sangue, e tenta a todo custo encontrar uma cura.

Neville passa seus dias enviando mensagens de rádio para outros improváveis sobreviventes e imunes ao vírus como ele ou então vagando pelas ruas desertas tendo apenas a companhia de uma cadela chamada Sam. Juntos vivem escondidos numa mansão onde o protagonista residia com a mulher e a filha que, são mostradas apenas em rápidos flashbacks.

Dirigido pelo cineasta Francis Lawrence, o mesmo do irregular Constantine, este Eu sou a lenda peca por manter a personagem central muito tempo sozinha na tela. Faz lembrar a personagem de Tom Hanks em Náufrago que também passa quase todo o filme sozinho e tendo apenas a companhia de uma bola que ele passa a chamar de Wilson. E a presença insossa da atriz Alice Braga nada acrescenta a trama que na meia hora final recebe uma dose de adrenalina quando os infectados descobrem onde Neville está escondido e atacam furiosamente.

Outro ponto decepcionante do filme são os humanos transformados em monstros criados digitalmente e nada realistas. Talvez por isso o diretor adie o quanto pode mostrar os monstros para o público que, pode até incorrer no erro de que a demora é para aumentar o suspense. O primeiro confronto se dá quando Sam entra num prédio às escuras e Neville vai procurá-lo, no entanto se depara com as criaturas prontas para atacar. Verdade seja dita Will Smith carrega o filme nas costas.

A interpretação de Will Smith salva Eu sou a lenda e faz valer o ingresso. Pouco a pouco percebemos que ele perde a sanidade. A obsessão em encontrar a cura, os diálogos que mantém com os manequins que, foram colocados nas calçadas e lojas por ele, as idas e vindas a uma locadora de vídeo onde Neville freqüenta e cujos DVDs, seu preferido é Shrek, assiste em ordem alfabética. O grande mérito de Smith é a força como mostra a angustia, solidão e isolamento da personagem.

Não vou aqui revelar o desfecho do filme, no entanto para quem conhece as outras versões (Mortos que matam e A última esperança da terra) Eu sou lenda apesar de bem produzido não apresenta nenhuma surpresa. Inclusive à saída do cinema ouvi comentários do tipo – “Esperava mais do filme” ou “Ainda bem que é curto”. Por estas e outras que Eu sou a lenda deveria se chamar “Eu sou o tédio”.

Humberto Oliveira
Eu sou a lenda estréia em Porto Velho

Estréia nesta sexta-feira (18) no Cine Rio (19h00 e 21h00) a superprodução estrelada pelo astro Will Smith. Trata-se de Eu sou a lenda (I Am Legend, 2007) dirigida por Francis Lawrence (Constantine) com roteiro escrito a quatro mãos por Akiva Goldsman (Uma mente brilhante) e Mark Protosevich roteirista da versão para cinema do personagem dos quadrinhos Thor, filme com estréia prevista apenas para 2009.

No elenco de Eu sou a lenda, além de Will Smith, acostumado a salvar a humanidade da destruição e estrela absoluta do filme, a presença da brasileira Alice Braga (Cidade de Deus, Cidade baixa) fazendo sua estréia numa produção hollywoodiana e seguindo os passos da tia famosa. Ninguém menos que Sônia Braga.

Tendo como cenário uma Nova York devastada, a trama gira em torno do cientista Robert Neville (Smith) que tenta conter um vírus mortífero que acaba por transformar suas vítimas em criaturas mutantes e assassinas. Neville, de alguma forma imune ao vírus, por três anos envia mensagens de rádio diariamente na esperança de encontrar outros sobreviventes como ele. Mas os infectados estão à espreita e prontos para matá-lo, pois para estas criaturas Neville é o verdadeiro monstro.

O filme é a segunda refilmagem de Mortos que matam (The Last Man on Earth, 1964) baseado no livro de Richard Matheson e estrelada por Vicent Price. A mesma história ganharia uma nova versão em 1971 - A Última Esperança da Terra (The Omega Man) desta vez estrelada por Charlton Heston como Dr. Robert Neville. Eu sou a lenda é apenas mais um sintoma do revisionismo de Hollywood que, atualmente passa por uma crise causada pela greve de roteirista que dura desde o final do ano passado.

O escritor Richard Matheson também teve adaptadas para o cinema outras histórias de sua autoria como Encurralado, filme que marcou a estréia de Steven Spielberg na direção de longas metragens. Outras produções de destaque são Em algum lugar do passado (1980) estrelado por Christopher Reeve e Jane Seymour, Amor além da vida (1998) com Robin Williams e Annabella Sciorra entre outros títulos, incluindo episódios da cultuada série Além da Imaginação.

Boa diversão.

Humberto Oliveira

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Todos os anos é assim mesmo. Não adiante reclamar. Se foram exibidos filmes ruins claro que também algumas produções que não se enquadram na categoria dos melhores mas que por outro lado puderam saciar um pouco a fome e a de boa diversão ou diversão razoável dos cinéfilos de plantão.

Em 2007 o público vibrou e Micheal Bay e Steven Spielberg ficaram alguns milhões mais ricos com o sucesso estrondoso de Transformers. Segundo o crítico Rubens Ewald Filho “o filme mais divertido do ano”. Pode até ter sido, mas se tivesse quarenta minutos a menos certamente seria melhor. Assim com é certo o sol nascer e se pôr todos os dias, a continuação está sendo planejada. Os Autobots e os Decepticons ainda vão se enfrentar muito na tela grande. Mas nem só de efeitos mirabolantes e cenas barulhentas o cinema respirou em 2007. Vale lembrar o irregular Uma noite no museu. Apesar das presenças de Ben Stiller, Owen Wilson e Robin Williams até que dá para assistir. Outro filme que o público gostou muito foi o singelo e açucarado Letra e Música estrelado por Hugh Grant, mais uma vez interpretando ele mesmo e Drew Barrymore, louquinha para ganhar mais dólares numa nova seqüência de As Panteras! Letra e música vale mesmo pela trilha sonora.

Até Sylvester Stallone resolveu trazer de volta seu lutador Rock no emocional Rock Balboa para um acerto de contas. O filme não é ruim, mas o resultado fez com que Sly ressuscitasse ninguém menos que John Rambo para Rambo IV! Credo. Daqui a pouco até Chuck Norris vai fazer um Bradock 4 – o retorno. Em Hollywood tudo é possível. Depois do sucesso da trilogia Senhor dos Anéis começaram a pipocar produções tendo a fantasia e mundos de contos de fadas como Aragon, Crônicas de Nárnia, e sendo os mais recentes Stardust mistério da estrela, de Matthew Vaughn e A Bússola de Ouro estrelado por Nichole Kidman e Daniel Craig. Este último está em cartaz no Cine Rio desde o dia 25 de dezembro e pelo visto vai longe!

Astros como Hugh Jackman e Edward Norton foram protagonistas de dois filmes abordando o mesmo tema, ou seja, os bastidores da mágica. Mas existem diferenças entre os dois filmes. Jackman enfrentava o rival vivido por Christian Bale na superprodução O Grande truque, dirigido por Chris Nolan (Batman Begins) e Norton estrelou O Ilusionista, que apesar de uma produção modéstia tem uma história melhor que o concorrente. Vale à pena assistir os dois filmes para que o espectador tire suas conclusões. Garantido mesmo são as surpresas e reviravoltas. A ficção cientifica teve seu representante na produção Sunshine – alerta solar, dirigida por Danny Boyle que abordou um tema explorado em muitos outros filmes onde a terra está em perigo seja pela extinção do sol, caso do filme de Boyle, ou meteoro em direção a terra como em Impacto profundo e Armagedon. Podemos citar ainda O Núcleo, O dia depois de amanhã, e Independence Day.

Não podemos deixar de citar as duas melhores animações do ano – o tão esperado longa metragem Os Simpsons, o filme que chega as telas depois de 18 temporadas na TV norte americana com sucesso. A melhor animação do ano ficou mesmo para Ratatouille, dirigido por Brad Bird (Os Incríveis) e co-dirigido por Jan Pinkava.