Festcine Amazônia Itinerante promove exibições em cidades da Região Norte
A equipe do Festcine Amazônia Itinerante dando seqüência ao projeto de exibir filmes e vídeos ambientais, continuou sua trajetória promovendo sessões em cidades da região Norte como Rio Branco, Belém, Amapá, Roraima, Manaus. E como já é uma tradição, os organizadores homenageiam um diretor local que participou do Festival, exibindo seu vídeo ou filme na abertura da sessão.
De Rio Branco, onde a itinerância obteve numero significativo de público, o Festival seguiu para Belém, onde a exibição aconteceu num lugar chamado Iguaracy. “A sessão foi feita numa biblioteca onde fizemos duas sessões, sendo uma especial para as crianças pela manhã quando exibimos apenas animações como Vida Maria, Leonel Pé-de-vento, Mapinguari, o guardião da floresta entre outros. E a noite, fizemos outra sessão no mesmo local e mais uma vez o público prestigiou o projeto”, enfatizou a produtora cultural Fernanda Kopanakis.
“No Amapá a sessão aconteceu num espaço belíssimo, o Museu Sacaca. Depois a equipe seguiu para Roraima (Boa Vista). Ali fizemos exibição num domingo e, mesmo assim o público compareceu e mostrou-se muito receptivo a proposta do Itinerante”, afirmou Fernanda. “Foi muito bonito e emocionante como tem sido durante toda a realização do Festival. Na quarta-feira (06 de maio) fomos para Manaus onde também fizemos duas sessões. Uma exibição especial dia 06, à noite, no Colégio Brasileiro e outra dia 07, no Cine Guarani, no Palácio Rio Negro”, concluiu.
O curador do Festcine, Jurandir Costa destacou que “em todas as cidades por onde passamos com o Itinerante, contamos com a presença dos produtores audiovisuais que compareceram em massa. Isso mostra que o projeto é importante e cada mais se consolida e ganha credibilidade ao promover esta integração, este movimento cultural tendo como instrumento o audiovisual”.
De acordo com Jurandir atualmente o Festcine Amazônia é pioneiro na região Norte em realização de festival. “Com seis anos de existência, o Festival está consolidado no calendário de eventos do gênero distribuídos por todo país. O Festival de Manaus tem quatro anos assim como o de Belém, em contrapartida o Acre e Roraima, não têm festival de cinema. Amapá tem um festival, mas quem realiza é um pessoal de Brasília. E a proposta do Festcine Amazônia é fomentar a produção audiovisual nestes estados também”.
Carlos Levy lembra que a música da região norte é um movimento cultural consolidado. “Os músicos de Rondônia tem um intercâmbio bem estruturado com os da Amazonas, do Acre, Pará e assim por diante. E nós temos a pretensão de fazer o mesmo intercâmbio com as pessoas que produzem cinema nesta região. A idéia é fomentar um projeto para criar este intercâmbio para fazermos co-produções. Por exemplo, o pessoal do Acre vem filmar em Porto Velho e, os grupos de Porto Velho passam a filmar no Acre também.”
O Itinerante faz uma exibição em Costa Marques e na cidade de Bela Vista, na Bolívia. Depois o projeto continua sua jornada cultural realizando sessões na Colômbia e encerra as atividades em Portugal.
Jurandir afirma que mais de vinte e oito localidades receberam o Festcine Amazônia Itinerante. “Não tenho dúvidas em afirmar que este é o maior projeto cultural que Rondônia já produziu com o objetivo de integrar ndo esta turerÇal nestes esatisatravés da socialização do audiovisual, democratizando de alguma forma o acesso a este bem cultural caro que é o cinema. O projeto demorou cinco anos para ser realizado e na verdade todo este tempo serviu para que o Festival ganhasse respeito e credibilidade. É uma conquista do audiovisual de Rondônia e um verdadeiro marco. O Festival existe para que mais pessoas utilizem a ferramenta audiovisual para manifestar de forma criativa a sua opinião e visão do mundo” finalizou.
Os produtores culturais Jurandir Costa, Fernanda Kopanakis e Carlos Levy são unânimes em dizer que o apoio das secretarias de Cultura estadual e municipal das localidades por onde o Itinerante tem passado nos últimos três meses, tem sido fundamental para a realização deste projeto voltada para a conscientização ambiental através do cinema.
O Festcine Amazônia Itinerante conta com o patrocínio do Ministério da Cultura/Fundo Nacional de Cultura, Petrobras através da Lei Rouanet, tem ainda o apoio da senadora Fátima Cleide, deputado federal Eduardo Valverde, IBM, Unir, Secel e Prefeitura de Porto Velho.
sábado, 10 de maio de 2008
terça-feira, 29 de abril de 2008
Equipe do Festcine em Porto MaldonadoMarcando mais uma etapa do projeto do Festcine Amazônia com apoio do Ministério da Cultura do Brasil e do Fundo Nacional de Cultura, os produtores culturais brasileiros, Jurandir Costa, Carlos Levy e Fernanda Kopanakis e equipe estiveram de 20 a 26 de abril realizando a exibição de conteúdo audiovisual ambiental e de caráter educativo nas cidades de Porto Maldonado, Cusco e Ynapari, no Peru.
Este intercâmbio foi realizado e está associado ao Instituto Nacional de Cultura (INC) das cidades de Porto Maldonado e Cusco. “O Instituto é um importante órgão do Ministério da Educação do Peru com atuação em todo o país, trabalha na preservação da memória e do patrimônio histórico do povo peruano”, explica Jurandir Costa.
Para o diretor de Cultura da região Madre de Deus, José Oswaldo Molero Ruiz, “a exibição em Porto Maldonado foi um marco cultural entre os dois países, Peru e Brasil. A platéia respondeu bem as produções brasileiras legendadas em espanhol, isso demonstra a necessidade de ficarmos em contato permanente culturalmente”.
De acordo com Fernanda Kopanakis a equipe do Festcine Amazônia seguiu para Cusco através da Carretera Transoceânica, enfrentando uma jornada exaustiva de 48 horas para percorrer 500 quilômetros para chegar ao o destino final. “Em vários pontos a Carretera foi fechada, já que a obra está em andamento. Carros e ônibus têm um horário específico para passar, normalmente uma hora para passar e depois a Carretera volta a ser fechada”.
MarcapataA Carretera Interoceânica é composta de duas estradas, já que se subdivide em dois ramos para integrar as regiões sul e central do Peru com o Brasil. Os primeiros 403 quilômetros ligam Iñapari à localidade de Puente Iñambari onde se divide. O primeiro ramo percorre 300 quilômetros de Iñambari até Urcos, dali são mais 100 quilômetros, já asfaltados, para chegar a Cusco. Para facilitar a operação de sua obra a Conirsa subdividiu os trechos 1 e 2 em três pedaços nos quais montou três acampamentos.

“Este momento é uma ótima oportunidade que temos para alavancar os projetos culturais, principalmente os de audiovisual, que através da magia do cinema quebra barreiras e aproxima culturas”, finalizou Jibajas.
A ultima exibição em território peruano aconteceu sábado, dia 26, na cidade de Ynapari, cidade que faz fronteira com Assis Brasil, Acre e uma ponte internacional liga as duas cidades. “A receptividade com que fomos recebidos pelo povo peruano realmente emocionou toda a nossa equipe. Foi realmente gratificante. Olharmos para aquela platéia, aqueles rostos e sentir o calor humano do público nos faz dá a certeza de que nosso trabalho é necessário e importante”, declarou Jurandir Costa.
“Já formulamos o convite, para que os representantes das cidades peruanas que nos receberam estejam em Porto Velho para a sexta edição do Festcine Amazônia que acontece em novembro”, afirma Carlos Levy que enfatiza com entusiasmo que “a presença dos representantes peruanos no Festcine será muito importante, pois poderão falar e debater sobre a importância da integração cultural”. Jurandir Costa acrescentou ainda que a presença deles está oficializada e que os organizadores irão trazê-los para enriquecer ainda mais o Festcine Amazônia.
O Festcine Amazônia Itinerante conta com o patrocínio do Ministério da Cultura/Fundo Nacional de Cultura, Petrobras através da Lei Rouanet, tem ainda o apoio da senadora Fátima Cleide, deputado federal Eduardo Valverde, IBM, Unir, Secel e Prefeitura de Porto Velho.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Desde fevereiro a equipe do Festcine Amazônia Itinerante realiza sua jornada cultural exibindo filmes e vídeos ambientais nas mais variadas localidades. Seja através do Rio Madeira no barco “Deus é Amor”, seja de ônibus, carro ou avião, o Itinerante cumpre sua missão: promover a importância da consciência ambiental assim como a formação de público através do cinema.
As atividades do Festcine têm sido destaques nas mais diversas publicações através da imprensa escrita – jornal impresso ou on line – televisão, rádio e, aonde quer que a equipe chegue para promover as sessões, o sucesso de público certamente tem compensado os obstáculos encontrados pelo caminho – a cheia do rio, estradas quase intransitáveis por causa das chuvas – no entanto nada disso fez com que a equipe demonstrasse desânimo. E assim seguem em frente.
A itinerância passou por São Carlos, Nazaré, Calama e Demarcação, Guajará-Mirim, Guayaramerin, Cachuela Esperanza e Ribeiralta (Bolívia), Porto Maldonado e Cusco (Peru), Acre, capital Rio Branco. Ariquemes, Ji-Paraná, Cacoal e Vilhena (Rondônia). E seguirá também para Manaus (Amazonas), Belém (Pará), Macapá (Amapá), Boa Vista (Roraima), Santiago de Cali, na Colômbia, e encerra a viagem em Coimbra, Portugal. De acordo com a organização do projeto, serão 114 horas de exibições, vistas por mais de 10 mil pessoas.
Nestas sessões promovidas pelo Festcine já foram exibidos vídeos como "São Carlos do Jamari", de Alejandro Bedotti, "Marcas da Amazônia" e "Na beira do Rio Madeira”, os dois de Jurandir Costa, o documentário dinamarquês "A Ferrovia do Diabo", as animações “Mapinguari, o defensor da floresta”; “Vida Maria”; “Árvore sagrada”; “Águas de Romanza”, “Leonel Pé de Vento”, os documentários - “A Rondônia de Maria dos índios”, “Profetas da chuva e da Esperança”, “Judas-Ahsverus”, de Rodrigo Neves e “O Tecido e a Borracha”, dirigido por Sérgio de Carvalho.
“Estas produções abordando a preservação do meio ambiente, contribuem para a formação de platéias e ao mesmo tempo, leva estes espectadores a refletirem sobre tema proposto”, explica o curador do Festcine, Jurandir Costa.
O Festcine Amazônia Itinerante conta com o patrocínio do Ministério da Cultura/Fundo Nacional de Cultura, Petrobras através da Lei Rouanet, tem ainda o apoio da senadora Fátima Cleide, deputado federal Eduardo Valverde, IBM, Unir, Secel e Prefeitura de Porto Velho.
Humberto Oliveira
terça-feira, 22 de abril de 2008

“Judas-Ahsverus”, produção que participou do Festcine Amazônia em 2005, foi realizado tendo como base o texto homônimo escrito por Euclides da Cunha em seu livro póstumo “À margem da História” composto de quatro partes - Na Amazônia, Terra Sem História (sete capítulos, sobre essa região), Vários Estudos (3 capítulos, assuntos americanos); Da Independência à República (ensaio histórico) e Estrelas Indecifráveis (crônica) publicado pela Martins Fontes em 1999.
A duração do filme é de seis minutos e trinta segundos, mas é tempo suficiente para o público se reconhecer nos seis personagens que encenam de forma verdadeira e contundente o sofrimento do seringueiro e a tradicional malhação de Judas no Alto Purus no inicio do século XX. A narração desta produção acreana ficou a cargo do ator Carlos Vereza. Celso Kava dirigiu a fotografia e a montagem é de Jimmy Bob, com produção executiva de Charlene Lima.
O segundo filme exibido durante a sessão desta sexta-feira, “O Tecido e a Borracha”, de Sérgio Carvalho (co-diretor de Judas-Ahsverus), narrado por Railton Passos, o documentário aborda a falência da borracha, onde muitos seringueiros se vêem sem opção de trabalho na floresta. Com duração de vinte e dois minutos, o filme apresenta, além de um amplo painel histórico sobre a borracha, mostra depoimentos de pessoas como dona Maria Clara (soldado da borracha), de Junior Maciel (ex-seringueiro), Wilson Manzoni, da Associação de Seringueiros da Boca do Acre, dos seringueiros José Eduardo e de seu filho, Ednaldo entre outros.
Os depoimentos e a inserção de imagens de época assim como imagens atuais ajudam a traçar a trajetória da extração de borracha que teve início em 1890, o seu declínio, um novo ciclo que recomeça no período da Segunda Guerra Mundial e nova decadência a partir daí. O diretor dividiu o documentário em quatro partes – A História da borracha; A borracha e o êxodo; A borracha e o tecido – uma alternativa; e Os produtos da borracha.
De acordo com o curador do Festcine e membro da diretoria da Associação dos Documentaristas Brasileiros em Rondônia, Jurandir Costa – “Filmes e vídeos de vários estados brasileiros compõem o acervo do Festival, dentre eles destacam-se as produções Judas-Ahsverus e O Tecido e a Borracha, produções realizadas por cineastas do Acre e, que agora tivemos a oportunidade de exibir durante esta sessão aqui no estado onde vivem os realizadores dos dois filmes”, explicou.
Jurandir ressaltou que o intuito do Itinerante, além de promover mostras de filmes e vídeos voltadas para a questão ambiental e formação de platéias conscientes, o Festival também quer promover a divulgação de produções que fazem parte do acervo do Festcine, filmes realizados por cineastas das capitais aonde a Itinerância vem promovido sessões abertas ao público.
“A integração cultural através do audiovisual é necessária entre os dois estados, - Rondônia e Rio Branco - precisamos promover esta aproximação cada vez mais, pois temos muito que aprender com o Acre que tem uma preocupação enorme na preservação da sua memória e seus valores culturais e ambientais”, afirmou Jurandir.
Rio Branco é a capital do Estado do Acre, na região Norte do Brasil. A cidade é a mais populosa do estado, concentrando quase metade da sua população total. Além disso, foi um dos primeiros povoados a surgir nas margens do rio Acre. Em 1913 tornou-se município. Sete anos depois (1920) passou a capital do território do Acre e em 1962 à capital do estado. Rio Branco é o centro adminitrativo, econômico e cultural da região. Em 2007 a população no município era de 290 639 habitantes.
De Rio Branco, a equipe do Festcine Amazônia Itinerante seguiu para o Peru, onde exibe produções legendadas e narradas em espanhol nas cidades de Porto Maldonado (20 de abril). Depois da pausa por causa do feriado, a itinerância chega a Cusco nesta terça-feira (22). Em seguida a itinerância vai para Manaus, Belém, Macapá, Boa Vista. O Festcine está programando exibições ainda na Colômbia e em Portugal (Coimbra) ainda com datas a serem definidas pelos organizadores.
O Festcine Amazônia Itinerante conta com o patrocínio do Ministério da Cultura/Fundo Nacional de Cultura, Petrobras através da Lei Rouanet, tem ainda o apoio da senadora Fátima Cleide, deputado federal Eduardo Valverde, IBM, Unir, Secel e Prefeitura de Porto Velho.
Humberto Oliveira
sexta-feira, 18 de abril de 2008
A jornada cultural da equipe do Festcine Amazônia Itinerante chega a Rio Branco (Acre) onde na noite desta sexta-feira (18) exibe filmes e vídeos ambientais no auditório da Escola Rio Branco. Os organizadores do Festival programaram a exibição de dois filmes realizados por cineastas acreanos - “Judas-Ahsverus”, de Rodrigo Alves e “O Tecido e a Borracha”, de Sérgio Carvalho.
O primeiro filme a ser exibido nesta sexta-feira é “Judas-Ahsverus”, baseado em texto do escritor Euclides da Cunha, o filme é uma metáfora sobre o sofrimento do seringueiro escravo e a malhação de Judas no Alto Purus no inicio do século XX. Em seguida o Festival exibe “O Tecido e a Borracha” que tem como tema a falência da borracha.
De Rio Branco, a equipe do Festcine Amazônia Itinerante segue para o Peru, onde exibirá produções legendadas e narradas em espanhol nas cidades de Porto Maldonado (20) e Cusco (22). Em seguida a itinerância segue para Manaus, Belém, Macapá, Boa Vista. O Festcine está programando exibições ainda na Colômbia e em Portugal (Coimbra) ainda com datas a serem definidas pelos organizadores.
O Festcine Amazônia Itinerante conta com o patrocínio do Ministério da Cultura/Fundo Nacional de Cultura, Petrobras através da Lei Rouanet, tem ainda o apoio da senadora Fátima Cleide, deputado federal Eduardo Valverde, IBM, Unir, Secel e Prefeitura de Porto Velho.
A jornada cultural do Festcine Amazônia Itinerante teve continuidade ao realizar exibições de filmes e vídeos ambientais nas principais cidades de Rondônia. Em Ariquemes a sessão aconteceu no Centro Cultural de Ariquemes (10 de abril). Na sexta-feira (11) a itinerância seguiu para Ji-Paraná cuja exibição foi realizada no Teatro Dominguinhos. No sábado (12) chegou à vez da itinerância se apresentar no município de Cacoal, no Teatro Cacilda Becker. No domingo (13) a equipe foi para Vilhena cujo Colégio Álvares de Azevedo recebeu um bom publico.
Nos quatro municípios as sessões promovidas pelo Itinerante foi sucesso absoluto de público. “É estimulante para a equipe, o envolvimento das prefeituras e escolas das localidades por onde passamos, mobilizando professores e estudantes que formam grande parte do público das sessões do Festcine”, afirma Fernanda Kopanakis.
No próximo final de semana a itinerância faz exibições no vizinho estado do Acre, capital Rio Branco. A exibição acontece nesta sexta-feira, 18 de abril, no auditório da Escola de 2º. Grau Barão do Rio Branco. A equipe do Festcine realiza ainda exibições em duas cidades do Peru - Porto Maldonado, dia 20, domingo, e Cusco, dia 22, terça-feira. Em seguida segue para Manaus, Belém, Macapá, Boa Vista. O Itinerante faz exibições ainda na Colômbia e em Portugal (Coimbra) ainda com datas a serem definidas pelos organizadores.
Segundo o curador do Festival, Jurandir Costa – “A caravana do cinema ambiental tem o propósito de aproximação cultural entre os países vizinhos do Brasil, como Bolívia, Peru e Colômbia. Na Bolívia foram feitas exibições em Guayarámerim, Cachuela Esperanza e Riberalta, com uma platéia atenta as produções cinematográficas brasileiras, demonstrando desta forma a necessidade de políticas culturais e ambientais que aproximem cada vez mais essas comunidades. Ficamos felizes pois este trabalho pode ser feito através do cinema”, explicou.
Após a exibição no Acre, o Festcine Amazônia Itinerante entra em território Peruano para mais sessões nas cidades de Puerto Maldonado e a mítica cidade inca de Cuzco.
Segundo Carlos Levy, “a cidade de Puerto Maldonado é facilmente alcançado por meio de estrada totalmente asfaltada do lado brasileiro. De Rio Branco, Acre, onde a Itinerância também realiza sessões de filmes e vídeos, pode-se ir de ônibus ou de carro até a cidade de Assis Brasil, na tríplice fronteira Brasil-Peru-Bolívia. Ali, atravessando uma ponte recém-construída, chega-se à cidade peruana de Iñapari, onde se pode alugar um táxi até Puerto Maldonado, cidade do Peru, capital do departamento Madre de Dios e da província de Tambopata, com cerca de 38 mil habitantes”. Em Puerto Maldonado os filmes serão exibidos no Teatro Municipal, domingo dia 20 de abril.
“Consideramos de extrema importância à aproximação dos brasileiros principalmente com esse conteúdo audiovisual, lúdico e informativo que o Festcine Amazônia Itinerante programou para esta sessão que acontece no domingo. Acreditamos que a iniciativa trará benefícios não apenas culturais para nossos estudantes e para população em geral, mas servirá ainda para estabelecer mais um valioso laço entre brasileiros e peruanos”, ressalta com entusiasmo o diretor do Instituto Nacional de Cultura, José Oswaldo Moleiro.
Os produtores culturais rondonienses do Festcine Amazônia Itinerante estão sendo aguardados em Cusco, onde o Instituto Nacional de Cultura dará todo o apoio nessa integração. A exibição está programada para terça feira, 22 de abril, a partir das 19h00, na Casa Garcilazo.
O Festcine Amazônia Itinerante conta com o patrocínio do Ministério da Cultura / Fundo Nacional de Cultura, Petrobrás através da Lei Rouanet, tem ainda o apoio da senadora Fátima Cleide, deputado federal Eduardo Valverde, IBM, Unir, Secel e Prefeitura de Porto Velho.
Humberto Oliveira
sexta-feira, 11 de abril de 2008

Na corda bamba
A programação que o Festcine Amazônia Itinerante tem exibido desde fevereiro deste ano em inúmeras localidades de Rondônia e passando ainda por paises vizinhos como Peru, Colômbia e Bolívia incluí animações como “Vida Maria”; “Leonel Pé de Vento”; “Árvore Sagrada”; “Peixe Frito”; “Mapinguari, o defensor da floresta”, documentários como “A Ferrovia do Diabo”; “A Rondônia de Maria dos índios” e “Profetas da chuva e da esperança”, e vídeos experimentais tendo como tema a preservação do meio ambiente, contribuindo para a formação de platéias ao mesmo tempo que leva estes espectadores a refletirem sobre temas ambientais.
Construída no coração da floresta Amazônica no início do século passado, a Estrada de Ferro Madeira Mamoré é o tema de A Ferrovia do Diabo, documentário dinamarquês dirigido por Simon Plum, a partir de idéia de Christian Kaarsberg. A Ferrovia do Diabo, dedicado aos milhares de desconhecidos trabalhadores que buscaram prosperidade na construção da ferrovia, é o filme que todo rondoniense deveria assistir.
O documentário utiliza fotos históricas de Dana Merrill e Manuel Rodrigues Ferreira, imagens de época e, depoimentos como os de Valdir Raupp, que na época em que o filme foi produzido, 1996, era governador de Rondônia. Depoimentos de antigos funcionários da Ferrovia que incorporam relatos emocionados sobre a Madeira-Mamoré. Destaque ainda para trechos extraídos do diário de um trabalhador vindo da Europa, relatando a saudade de casa, da família, dos amigos, o isolamento. Mais adiante o narrador fala do trecho de outro diário de um engenheiro que fala sobre “a imponência da floresta imortal”, “as chuvas constantes, a cheia do Rio Madeira, e a malária”. A Ferrovia do Diabo é o resgate das raízes históricas de Rondônia. Tradução de Stélio Maloney e Christian Kaarsberg. Legendas de Raí Correa e revisão de Rondon Rony e Felipe Kopanakis.
A Rondônia de Maria dos índios é outra produção que o Itinerante exibe. O filme conta a história de Maria Barcelos, conhecida como Maria dos índios, indianista que veio para Rondônia em 1976 para trabalhar com os índios Suruí. O documentário utiliza imagens de arquivo como as do marechal Candido Mariano Rondon responsável pela criação do Serviço de Proteção aos Índios (SPI). São citados trechos do livro Triste Trópicos, de Claude Levi-Strauss em que o autor chama a floresta amazônica de “universo monumental”.
O filme descreve Rondônia a partir do ponto de vista de uma indianista apaixonada pela região, pelo Rio Madeira, Vale do Guaporé, assim como pelas pessoas que habitam as áreas ribeirinhas como “dona China” (57) que reside na reserva extrativista Pacass Novos. Ela teve vinte e dois filhos (apenas sete ainda estão vivos) sendo que apenas dois nasceram na cidade. O documentário mostra outros personagens como a Bailarina da Praça (Elieuza Ramos Freire); Galdino, mais conhecido como Dr. Raiz; e ainda Carrol, que foi funcionário da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré durante dezoito anos. O músico Bado também é um dos personagens em destaque. O filme foi realizado em 2006 com roteiro e direção de Rogério Moraes. A produção local ficou a cargo de Jurandir Costa e Sérgio P. Cruz.
A sabedoria popular é o mote do documentário, “Profetas da chuva e da esperança”, escrito, produzido e dirigido por Márcia Paraíso. O filme tem como pano de fundo a expectativa de chuva no nordeste e dos chamados “profetas da chuva”, pessoas que vivem para predizer quando irá chover ou se vai chover ou não. São rezadores que traduzem os sinais da natureza que anunciam as chuvas. Depoimentos dos profetas da chuva João Ferreira; Chico Mariano e Antônio Lima.
A seca é tema de outro trabalho - Águas de Romanza, ficção com direção de Gláucia Soares e Patrícia Baía que também assina o roteiro baseado em conto de Eugênio Leandro. Uma menina sonhadora e sua avó que vive das lembranças do marido morto assim como pela esperança de que chova, como prometeu para sua neta. No cenário árido, a esperança brilha nos olhos da menina Romanza, mas que nos olhos de dona Salmantina não passa de uma sombra.
Trabalhos experimentais também integram o acervo do Festcine Amazônia Itinerante: “Na corda bamba” (animação experimental) e “A Rosa” (vídeo experimental). “O primeiro é uma produção do Núcleo de Animação AESO, das Faculdades Integradas Barros Mello. O vídeo é como uma metáfora sobre a vida vazia na cidade grande. Um palhaço resolve caminhar na corda bamba no alto de um edifício para despertar a atenção das pessoas que caminham pelas ruas como fantasmas. A ação do palhaço ocasiona mudanças no comportamento daqueles que assistem seu show”, explica Fernanda Kopanakis.
“O segundo é uma animação. Ao som de um violão plangente surge à imagem de uma favela, as casas que se transformam numa rosa que desabrocha, absorve tudo, e depois murcha para no fim voltar para a imagem inicial. Lirismo em forma de imagem”. A trilha sonora “Daqui eu vejo uma rosa”, de Leandro Lima e Marquinhos Eddie Murphy. O vídeo é uma homenagem ao compositor Cartola, autor de clássicos como As rosas não falam, O mundo é um moinho, entre outros.
O Festcine Amazônia Itinerante conta com o patrocínio do Ministério da Cultura, Petrobrás através da Lei Rouanet, tem ainda o apoio da senadora Fátima Cleide, deputado federal Eduardo Valverde, IBM, Unir, Secel e Prefeitura de Porto Velho.
Humberto Oliveira